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A História do Real - Parte II

O Real foi criado após sucessivos planos econômicos e trocas monetárias no País, que já operou com réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro e cruzeiro real.

Foi implantado na gestão do presidente Itamar Franco, sob o comando da equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que logo depois seria eleito presidente da República.

O lançamento do Plano Real, em 1º de julho de 1994, é um marco na economia brasileira. A implantação do plano começou em 1º de março do mesmo ano, com a criação de um novo índice - a Unidade Real de Valor (URV).

A URV uniformizou todos os reajustes de preços, câmbio e salários de maneira desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real (CR$). A cada dia, o Banco Central fixava uma taxa de conversão da URV em CR$, com base na média de três índices diários de inflação – os bens e serviços continuavam a ser pagos em CR$, mas passaram a ter referência numa unidade de valor estável.

Isso permitiu, durante três meses, o alinhamento dos preços sem a necessidade do congelamento deles.

Em 1º de julho de 1994, a conversão e os cálculos baseados na URV saíram de cena para a entrada do Real. Cada Real valia um dólar, ou o equivalente a CR$ 2.750,00. A moeda forte trouxe estabilidade de preços e controle inflacionário, num semestre em que a taxa de inflação acumulada chegava a 758,59%. Para se ter uma ideia, a primeira inflação registrada da nova moeda bateu um recorde para a época e atingiu 6,08%.

Atingiu sua cotação máxima no dia 14 de outubro de 1994, quando chegou a valer 1,20 dólar.

 

Ficha Técnica:
Fontes: Banco Central e Casa da Moeda